prevenção e informação

Para parar o diabetes: vamos detectar o pré-diabetes


Estive nos últimos dois dias na Alemanha, entre Wiesbaden e Darmstad, onde é a sede da Merck. Fui convidada por está gigante farmacêutica para participar de um painel de experts em diabetes, para debater lacunas, soluções e ações.

Escrevo este texto ainda do aeroporto de Frankfurt para contar desta que foi a minha viagem internacional mais curta, mas que possivelmente mais coisas levo de volta na bagagem. E não me refiro a mercadorias. Não. Não tive tempo de comprar nada. O que eu levo na bagagem tem muito mais valor, e é uma bagagem que carregarei sempre, a experiência de compartilhar informações e soluções para “para o diabetes”. Isso não se compra e isso não tem preço. Escutamos sobre experiências de todo o mundo: Reino Unido, Romênia, EUA. Dubai, Japão, Coreia, Alemanha, Filipinas, México e Brasil. Falamos sobre sistemas de saúde, público e privado, falamos sobre educação para saúde, sobre o papel das mídias sociais, sobre programas que estão apresentando resultados em algumas localidades e, sobretudo, sobre as lacunas para detecção do pré-diabetes e soluções para preencher essas lacunas. Não posso ainda dividir o que discutimos. Mas posso dar alguns “insights”. Fico imensamente agradecida de ter podido colaborar com a minha experiência em comunicação em saúde, jornalismo, com a minha visão das políticas públicas de saúde, que carrego desde que trabalhei na Associação Paulista de Medicina (APM) e no Sindicato dos Médicos, com a minha visão de paciente, e de paciente que há 12 anos compartilha informações em saúde. Fico imensamente feliz de perceber que as minhas ideias eram tão (ou até mais em alguns pontos) consideradas quanto de profissionais como vice-presidente do International Diabetes Federation (IDF). Foi muito rico poder compartilhar a minha visão e as minhas ideias e ter enriquecido meu repertório com tantas experiências diferentes. Este, sem dúvida, é um dos maiores reconhecimentos que se pode ter. E credito a todos que me acompanham e que me nutrem de boas experiências contando suas vivências e realidades com diabetes. Mas a nossa missão no momento é impedir que o diabetes se alastre, impedir que ele cresça ainda mais. Sei que muitos que me acompanham não tiveram a possibilidade de prevenção, mas a maioria tem. E podemos assumir esta missão, embora a realidade do diabetes tipo 1 seja tão diferente em muitos aspectos, mas precisamos assumir este papel de agentes de prevenção, contra o colapso dos sistemas, que não darão conta no futuro de atender a demanda da população com diabetes. Falo o mesmo sobre obesidade, área que trabalho há cinco anos: ninguém tem obesidade porque quer, assim como ninguém tem diabetes porque quer. Vamos assumir a nossa parte, pelo bem da humanidade!

2 comentários em “Para parar o diabetes: vamos detectar o pré-diabetes”

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