unidos pelo diabetes

Do Peito ao Prato: muitas conquistas para mãe e bebê


Capa do Guia do programa Do Peito ao Prato, do Sesc-SP, ilustração de Lucas Lopes

Eu apoio o aleitamento materno, e recomendo e posso dizer que foi a melhor experiência que já tive na vida. Poder alimentar meu filho, com o melhor alimento do mundo para o bebê, o leite produzido por mim. Sou consciente de que tive sorte, porque tive apoio. Apoio que veio do meu marido, dos meus irmãos e amigos, do meu entorno. Não é fácil. Cada mulher tem o seu processo. E é exaustivo. Mas, para mim, foi uma experiência incrível, embora muitas vezes tenha ido às lágrimas, tenha sentido dor, tenha ficado com o peito cheio, empedrado, tenha ficado horas com ele pendurado no meu peito. Lucas mamou durante dois anos em meio em livre demanda. No começo, tive que complementar porque ele emagreceu, mas segui firme no propósito de não deixar de dar o peito, e a mamadeira só entrava quando muito necessário. Talvez hoje eu arriscasse não dar a mamadeira e ele tivesse voltado a engordar, mas como tenho diabetes não quis arriscar que ele entrasse em hipoglicemia. Mas quer saber? Eu não sou uma pessoa que fica remoendo o que passou. Foi do jeito que deu. Só uma coisa que talvez, hoje, com mais propriedade, eu faria diferente: não deixaria ninguém se intrometer negativamente na alimentação do meu filho, no peito ou no prato.

Quantas vezes fui julgada por não estar fazendo da forma correta (achavam que eu não tava e cada um dava um palpite diferente), quantas vezes fui julgada porque ainda amamentava um menino de mais de dois anos (“onde já se viu?”, – diziam; ou “que coisa feia, menino dessa idade mamando!”), quantas vezes fui julgada por dar a comida assim ou assado, por deixar ele se lambuzar e comer da forma que se sentia mais feliz? E, pior, quantas vezes mudei minha forma de agir, e duvidei da minha capacidade de mãe por conta dessas intromissões? Quantas vezes me senti perdida e achei que aquele apoio lá do comecinho, com menos julgamentos, faltou?

Para mim, que tenho diabetes, amamentar teve um benefício extra: não precisei tomar remédio ou insulina durante este período, emagreci 18 quilos, e tive um dos melhores controles de toda a minha vida. Já o Lucas tem um sistema imunológico muito bom. São tantos os benefícios para mãe e bebê, não só na saúde do bebê, mas principalmente, como também no vínculo mãe e bebê; e para a saúde da mãe, inclusive com redução do risco de câncer de mama.

Esta semana, comecei a divulgar um projeto do Sesc-SP para a Semana do Aleitamento Materno, o “Do Peito ao Prato“, e fiquei tão feliz em poder fazer este trabalho. Queria eu ter tido na minha época de Lucas pequenininho um programa desses. São 81 atividades gratuitas, de 1 a 7 de agosto, entre bate-papos, palestras, vivências, oficinas, piqueniques, mamaços, atividades com sling e tantas outras, para mostrar a importância desse entorno, desse apoio, do como fazer melhor com embasamento, não no “achômetro”, mas também levando em consideração a história e a cultura de cada um. É a primeira (espero de muitas) edição do programa.

O release da ação está logo abaixo, fiquem a vontade para compartilhar e contar a sua experiência:

SESC SÃO PAULO PROMOVE MAIS DE 80 ATIVIDADES NA SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO

Ação em rede “Do Peito ao Prato” acontece em todo o estado, de 1 a 7 de agosto, nas unidades da Grande São Paulo, interior e litoral

O Sesc São Paulo realiza a primeira edição do projeto Do Peito ao Prato – que aborda a importância da alimentação adequada nos dois primeiros anos de vida, reconhecendo-a como decisiva para a saúde nesta primeiríssima infância e com reflexos por toda a vida adulta. As atividades ocorrem concomitante à Semana Mundial do Aleitamento Materno, período anual em que mais de 160 países promovem a amamentação como alimento essencial para essa faixa etária. Reunindo 81 atividades gratuitas, o projeto intensifica a gama de ações educativas, participativas e vivenciais sobre alimentação e segurança alimentar ofertadas pelo Sesc São Paulo durante todo o ano.

“Por meio das ações propostas, o Sesc convida à reflexão sobre práticas alimentares nos primeiros anos de vida, entendendo-as como medidas de proteção à saúde infantil e contribuintes na constituição de indivíduos mais saudáveis”, salienta o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até os 6 meses, o bebê só precisa do leite materno. E a amamentação continuada, combinada com a introdução alimentar, até os 2 anos ou mais, traz benefícios para a sua saúde na infância e por toda a vida, influenciando para que as crianças desenvolvam maior inteligência, além de contribuir para a construção de laços afetivos entre mãe e bebê.

O Sesc São Paulo, consciente dessa importância, propõe atividades em diversas de suas unidades, distribuídas por todo o estado de São Paulo, voltadas não só para a mãe e o bebê, mas para todos que participam direta ou indiretamente deste processo. Para que o aleitamento seja bem-sucedido, as mulheres devem receber apoio desde o período de gravidez. Assim, a organização da rotina intensa, estabelecida com a chegada de um novo membro à família, bem como a superação de dificuldades que possam surgir, poderão ocorrer de maneira mais tranquila e natural. “A família, os amigos, os companheiros, as empresas e toda a sociedade também amamentam. Amamentam quando compartilham as outras tarefas de cuidados com o bebê. Amamentam quando não constrangem a mulher que dá de mamar. Amamentam quando esclarecem e protegem de julgamentos ou informações confusas, mitos ou desestímulos”, considera a nutricionista Mariana Ruocco, assistente técnica da Gerência de Alimentação e Segurança Alimentar do Sesc São Paulo.

A introdução da alimentação complementar é outro momento delicado e cheio de expectativas na vida dos cuidadores e do bebê. Toda essa fase, que compreende desde a gestação até que a criança complete 2 anos de idade, é conhecida como “primeiros mil dias” – repleta de transformações e evoluções velozes, únicas e excepcionais. São as chamadas janelas de oportunidades do desenvolvimento infantil.

Na programação que ocorre entre 1 e 7 de agosto, estão atividades como a exibição do filme Tigers, inédito no circuito comercial, que será exibido em quatro unidades do Sesc São Paulo; um piquenique para bebês com bate-papo sobre alimentação nos primeiros mil dias de vida; bate-papos sobre rede de apoio à amamentação e seus dilemas, os avós e a influência na formação do comportamento alimentar, amamentação e volta ao trabalho, desafios e benefícios da amamentação, desmame conduzido pelo próprio bebê; contações de histórias, amamentar com sling + mamaço; oficinas e vivências sensoriais; alimentação para bebês com Síndrome de Down, entre outras.

“Os costumes alimentares têm papel decisivo na vida das crianças, impactando não apenas seu crescimento físico e cognitivo, como também afetivo, e conformando-se em hábitos para idade adulta”, destaca o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.


Confira programação completa em sescsp.org.br/dopeitoaoprato

#DoPeitoAoPrato

Informações à Imprensa:

Banca de Conteúdo

Luciana Oncken (11) 99305-0230

Monica Kulcsar (11) 99445-3353

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