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Um conflito que mata mais de 10 vezes, por ano, o que a guerra da Síria matou desde o seu início, em 2011

Imagine um conflito que mata, por ano, dez vezes o que a Guerra da Síria matou desde o seu início em 2011, que já matou mais do que a Segunda Guerra Mundial. Um conflito que atinge 425 milhões de pessoas em todo o mundo, e que tem a previsão de deixar um rastro de mortes de pessoas cada vez mais jovens, sem distinção de classe social, crenças, religião, em todos os continentes, além de privar grande parte delas de qualidade de vida. No Brasil, atinge 12,5 milhões de pessoas. Esse conflito custou, em 2015, aos cofres públicos, R$ 190 bilhões de reais, superlota hospitais e os sistemas de saúde, encarecendo-os cada vez mais.

Imagine que apesar do seu poder de destruição e do alto valor investido nessa guerra, ninguém se importe muito em barrá-la, mesmo sabendo que existem mecanismos? E imagine que você poderia ajudar a por fim a este conflito. Ficaria de braços cruzados?

Este é um conflito silencioso, é uma guerra que ocorre dentro do organismo, o minando por dentro. Quando as pessoas se dão conta, já pode ser tarde para escapar sem sequelas.

Não faz ideia de que conflito seja esse? Não ouviu muito a respeito nos jornais, ou nas mídias sociais?

O nome desse inimigo silencioso é diabetes!

As pessoas se importam com câncer, se importam com tantas outras doenças, e devem continuar se importando. São causas importantes. Mas e o diabetes? Por que não se importam com diabetes, que é quarta causa de morte no mundo? Quarta causa, mas as anteriores podem estar relacionadas ao diabetes: doenças cardiovasculares, por exemplo… e outras que estão à frente.

Eu não tenho diabetes tipo 2, que pode ser prevenido, sou MODY, não teria nunca como prevenir, porque é uma alteração cromossômica. Mas eu me importo com o que vem ocorrendo na saúde, para onde estamos caminhando, com o possível colapso do sistema, com a falta de produtividade de pessoas jovens, com a queda de qualidade de vida de pessoas idosas, e com todas as mortes em decorrência da doença.

As pessoas não se importam como deveriam, porque vêm a pessoa com diabetes tipo 2 como aquela pessoa que tem a doença “porque escolheu ter, porque é descontrolado, porque não se cuidou…”, assim como vêm a pessoa com Obesidade. E são doenças tão mais complexas, com tantos fatores de risco. 

Os maiores gastos do diabetes vêm com hospitalizações devido à complicações. Em média, uma pessoa demora 7 anos para ser diagnosticada, tempo suficiente para as complicações se instalarem. 

Uma pessoa a cada 6 segundos morre em decorrência do diabetes no mundo, e eu me importo! E sim, é possível mudar essa realidade. Investindo em diagnóstico precoce, e intervindo na fase do pré-diabetes, com mudança no estilo de vida, incluindo pequenas doses de atividade física por dia, somando 150 min por semana, e tendo uma alimentação equilibrada. Mas a população precisa de educação, mas nós não precisamos esperar só do governo, sem fazer a nossa parte. A população precisa de agentes de mudança, pessoas interessadas em orientar quem tem menos instrução.

Meu sonho é ver cada um de vocês tomando para si essa missão. Pode parecer exagero falar em salvar o mundo, mas é isso. Precisamos salvar o mundo do diabetes. Essa é nossa guerra! Se a perdermos, pode ser que ela destrua nosso futuro.

To stop diabetes!

I was on September 11-12 in Darmstad, Germany, at Merck’s headquarters, at the invitation of Merck Brazil, to participate in the Prediabetes Experts Panel. I was one of the 18 people who attended the meeting, the only patient, the only journalist, the only one with social media in diabetes on the panel. I was one of the experts. It was an honor to be able to talk about my vision, from the point of view of Brazil, to think about the gaps, together, and present possible solutions.

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I’m writing this text still at the Frankfurt airport to tell you all about the shortest trip I’ve ever taken, but it’s possibly the one which I could bring so many things back in my luggage. And I am not talking about goods. No, not at all. I haven’t had time to buy anything whatsoever. What I am carrying in my luggage is way much more precious, and it’s something I am going to keep forever, the experience of sharing information and solutions “for diabetes”. This is something no money is able to buy and it’s absolutely priceless. We’ve heard experiences from all over the world: United Kingdom, Romania, USA, Dubai, Japan, Korea, Germany, The Philippines, Mexico and Brazil. We discussed about public and private health systems, the social media role, programms which are presenting considerable results in certain locations, and mostly about the gaps to detect prediabetes and solutions to fill in these gaps.

I cannot tell you about what we discussed yet. However I can give you some insights. I am extremely grateful for contributing with all my experience in health communication, journalism, with my understanding in human health, which I’ve been working with since I worked at “Associação Paulista de Medicina (APM)” and the Union of Medical Doctors, with my view as a patient. A patient who’s been sharing health information for 12 years. I am delighted to realize that my ideas were taken as seriously as those from professionals such as the vice-president of International Diabetes Federation (IDF).

It was amazing to have the possibility of sharing my view and my own ideas, enhanced my “repertoire” with so many different and important experiences.

This is undoubtedly one of the greatest recognitions you can ever have. And I give credits to everyone who follows and nurtures me with good experiences telling me about their life stories and realities with diabetes. Nevertheless, our current mission is to prevent diabetes from growing and spreading even more. I’m aware many people who follow me didn’t have the opportunity of preventing it, but the majority do. Moreover, we can take the lead in this mission, although the reality of type 1-diabetes is so different in many ways, but we do need to take on this role as prevention agents against the system breakdown which will not be able to cope with the demand of the population suffering from diabetes. I must say the same with regard to the obesity, a field which I’ve been working for 5 years now:

Nobody suffers from obesity because wants to, as well as diabetes. Let’s do our part, for the good of humanity!

Thanks, team Merck!

Texto: Luciana Oncken

Tradução: Carla Rafaela Oliveira

Você tem pré-diabetes? Como reduzir as chances do diabetes se instalar?

Parar o diabetes é uma questão de humanidade

Você acha que o diabetes tipo 2 não tem nada a ver com você? Melhor rever suas convicções. O diabetes tipo 2 pode causar um colapso nos sistemas de saúde, e ter impacto sem precedentes na história. Só na África, a estimativa é que haja um aumento de 156% no números de pessoas com dm2. Para onde caminhamos? Por isso, como disse o professor Nam Cho, do IDF, detectar e intervir no pré-diabetes é essencial. É uma questão de humanidade, é a nossa missão, de cada um de nós, pessoas com dm2, com dm1, com pré-diabetes, sem diabetes, pacientes, médicos e sociedade! Pense nisso! – Luciana Oncken, jornalista em Saúde, tem diabetes MODY, foi para a Alemanha a convite da @merckbrasil

#diabetes #vivercomdiabetes #viversemdiabetes #luoncken #luoncken

#diabetestipo2 #dm2 #prediabetes

Para parar o diabetes: vamos detectar o pré-diabetes

Estive nos últimos dois dias na Alemanha, entre Wiesbaden e Darmstad, onde é a sede da Merck. Fui convidada por está gigante farmacêutica para participar de um painel de experts em diabetes, para debater lacunas, soluções e ações.

Escrevo este texto ainda do aeroporto de Frankfurt para contar desta que foi a minha viagem internacional mais curta, mas que possivelmente mais coisas levo de volta na bagagem. E não me refiro a mercadorias. Não. Não tive tempo de comprar nada. O que eu levo na bagagem tem muito mais valor, e é uma bagagem que carregarei sempre, a experiência de compartilhar informações e soluções para “para o diabetes”. Isso não se compra e isso não tem preço. Escutamos sobre experiências de todo o mundo: Reino Unido, Romênia, EUA. Dubai, Japão, Coreia, Alemanha, Filipinas, México e Brasil. Falamos sobre sistemas de saúde, público e privado, falamos sobre educação para saúde, sobre o papel das mídias sociais, sobre programas que estão apresentando resultados em algumas localidades e, sobretudo, sobre as lacunas para detecção do pré-diabetes e soluções para preencher essas lacunas. Não posso ainda dividir o que discutimos. Mas posso dar alguns “insights”. Fico imensamente agradecida de ter podido colaborar com a minha experiência em comunicação em saúde, jornalismo, com a minha visão das políticas públicas de saúde, que carrego desde que trabalhei na Associação Paulista de Medicina (APM) e no Sindicato dos Médicos, com a minha visão de paciente, e de paciente que há 12 anos compartilha informações em saúde. Fico imensamente feliz de perceber que as minhas ideias eram tão (ou até mais em alguns pontos) consideradas quanto de profissionais como vice-presidente do International Diabetes Federation (IDF). Foi muito rico poder compartilhar a minha visão e as minhas ideias e ter enriquecido meu repertório com tantas experiências diferentes. Este, sem dúvida, é um dos maiores reconhecimentos que se pode ter. E credito a todos que me acompanham e que me nutrem de boas experiências contando suas vivências e realidades com diabetes. Mas a nossa missão no momento é impedir que o diabetes se alastre, impedir que ele cresça ainda mais. Sei que muitos que me acompanham não tiveram a possibilidade de prevenção, mas a maioria tem. E podemos assumir esta missão, embora a realidade do diabetes tipo 1 seja tão diferente em muitos aspectos, mas precisamos assumir este papel de agentes de prevenção, contra o colapso dos sistemas, que não darão conta no futuro de atender a demanda da população com diabetes. Falo o mesmo sobre obesidade, área que trabalho há cinco anos: ninguém tem obesidade porque quer, assim como ninguém tem diabetes porque quer. Vamos assumir a nossa parte, pelo bem da humanidade!

Prediabetes

CONITEC recebe contribuições para Consulta Pública sobre bomba de insulina para DM1 até 19/03/18

Em 27.02.2018 a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC, do Ministério da Saúde do Brasil, abriu Consulta Pública sobre a incorporação de bomba de insulina para tratamento de segunda linha (alternativa terapêutica após a tentativa de controle da glicemia com a terapia tradicional sem sucesso) de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Até o dia 19/13/18, gestores, trabalhadores e usuários do SUS, profissionais da saúde, pacientes, familiares e cuidadores de pessoas com diabetes, assim como pesquisadores em saúde, poderão contribuir enviando manifestações e depoimentos para influenciar a recomendação final da CONITEC.

Leia no blog >>> Diabetes e Democracia, por Débora Aligueri